Mais um dia rotineiro. Seis horas, tenho que levantar. Abro os olhos, olho para o teto do quarto; uma constelação inteira. Só mais um minuto, rezo a Deus, mas o despertador a alarmar sua fúria sobre meus ouvidos.
Com peso de um dromedário, como se puxada por um guincho, sento-me na cama. "Será que realmente necessito disso?", corre em meus pensamentos. Assim como um fleche, reflito empolgantemente:
" Acordar, tomar banho, vestir a mesma roupa social de sempre, pegar um táxi. Uma bandeirada de doer a alma.
Elevador, terceiro andar, "ois" murchos e cansados seguidos de "bons dias" ainda mais metódicos. Sento em minha mesa; velha e de madeira, a gritar seus rumores enfáticos ao mexer-me.
Lá vem ele com a mesma piada de sempre. Tenho que rir! Entra em sua sala e pede para não ser incomodado, a menos que seja o entregador da padaria trazendo-lhe suas preciosas rosquinhas, que certamente lhe darão uns quinze anos a menos de vida.
Lá vem outro; bocejando e portando um fardo de documentos a serem preenchidos e assinados em no máximo três horas. Nem que fossem três dias.
Mal respiro e o relógio com sua obrigação, anuncia a hora mais feliz do dia, pelo menos a alguns! É meio dia, hora do almoço.
Desço, pego outro táxi; " para o restaurante da Av. Benjamin Dias."
Congestionamento, uma fila incessante de automóveis. Passam-se 45 minutos, andei dois quarteirões.
Pago a "corrida", e dirigindo-me a um bar, compro um salgado.
Uma hora, sentada novamente a minha mesa! Relatórios em montes! O computador trava. Solução: tudo manuscrito.
Só queria viajar com alguém especial e passar o resto da vida longe disso.
Final do dia, "tchaus" exaustos e alegres."
Acordo de um susto, cochilei sentada na cama. Levanto, olho para o relógio, estou atrasada!
A mesma rotina de sempre, porém o que mais gostaria?!
Janaina nº 16
Thais nº 34